A Banca de arguição de Eloísa foi
composta pela Professora Drª Maria
Andréia de Paula Silva, de Juiz de Fora e pelo Professor Dr. Anderson Bastos Martins,
do Departamento de Letras a UFSJ, com suplência do Professor Dr. Alberto Ferreira
da Rocha Júnior, também do Departamento de Letras da UFSJ.
A defesa cumpriu o ritual
acadêmico com uma apresentação oral de trinta minutos pela mestranda, seguida por
sua arguição pelos professores titulares da Banca. Estavam presentes alunos do
Mestrado em Letras da UFSJ, alunos de outros cursos da UFSJ, familiares,
amigos, todos privilegiados que fomos pelo esmero de um trabalho que,
merecidamente, foi reconhecido pelos professores da Banca, que, ao final,
aprovaram-lhe a Dissertação, conferindo-lhe o título de Mestre em Literatura.
Conforme ressaltaram a Professora
Maria Andréia de Paula Silva e o Professor Anderson Bastos Martins, a
importância desse trabalho acadêmico defendido por Eloísa Pereira abrange tanto
o âmbito acadêmico quanto o aspecto do patrimônio e da memória cultural de São
João del-Rei. Louva-se a tentativa de inclusão da obra de Oranice Franco
(1919-1999) no âmbito da literatura brasileira. O que só é possível pela
vertente privilegiada pela Dissertação de Eloísa que se inspira no resgate
empreendido pelos estudos literários que se fazem descolando-se dos chamados
“grandes centros literários” para os bastidores da própria criação literária,
para as margens desses grandes centros, por onde resistem os acervos
particulares ou públicos. Movido o pesquisador por uma possessão Jacques
Derrida, nomeia como “mal-arquivo”, que é essa procura incessante, apaixonada
pelo arquivo onde quer que ele esteja. O trabalho de Eloísa percorre esses
subterrâneos para trazer a obra de Oranice Franco à luz dos estudos
contemporâneos de literatura.
Nesse sentido, relevante é a
contribuição que o estudo de Eloísa traz tanto para a historiografia literária,
na possibilidade de sua reescrita por esse vertente na contramão da chamada
“grande literatura” quanto, em especial e particular para os estudos da obra de
Oranice Franco, tendo sempre em mente a democratização do acesso a esse
patrimônio cultural e literário que nasce da cultura local são-joanense, mas
que se inscreve, certamente, no âmbito da cultura de Minas Gerais e do próprio
país.
Reconhece-se, também, por outro
lado, a sensibilidade do poeta Eric Ponty na sua compreensão do valor
imprescindível da obra de Oranice Franco e no pertencimento dela à literatura e
à cultura, cuja função social se completa à medida que se viabiliza o acesso
aos estudos, divulgação e preservação dessa profícua fonte primária.
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